Quinta-feira, 16 de Março de 2006

Maritimo-1 FCPorto-2

 
O F.C. Porto garantiu esta quarta-feira a presença nas meias-finais da Taça de Portugal, depois de ter derrotado o Marítimo, no Estádio dos Barreiros, por 1-2. A partida do Funchal foi rica em emoções, com o Dragão a ter de lidar com todo o tipo de adversidade até poder festejar um sucesso justíssimo e que se apresenta como um prémio adequado à mistura de suor e classe que os azuis e brancos exibiram.
 
A equipa de Co Adriaanse apresentou-se com a estratégia que tem sido habitual, desta vez com Cech no meio-campo e Anderson, que se estreou a titular, a compor a trituradora atacante. O primeiro obstáculo do F.C. Porto, desde logo, acabou por ser o terreno de jogo, que não se apresentou em condições perfeitas, devido à chuva que caiu no Funchal pouco antes do desafio.
 
Para além de não poder desenhar o seu futebol num tapete perfeito, o Dragão deu ainda de caras com um adversário empenhado a defender, com um sector recuado muito povoado e uma estratégia clara de contra-ataque, pouco dada ao risco e ao arrojo.
 
O F.C. Porto assumiu, como sempre, os ritmos da partida. Dois remates de meia distância, assinados por Bosingwa e Quaresma, lançaram um aviso que viria a ser confirmado por McCarthy, ao minuto 22, numa das mais bonitas jogadas da noite, que envolveu uma trivela de Quaresma e um desvio venenoso de Adriano.
 
E a primeira labareda do Dragão podia ter sido decalcada no minuto seguinte, quando Adriano, em excelente posição, cabeceou contra um companheiro, num momento em que tinha tudo para abanar a rede e, muito provavelmente, matar o jogo e eventuais focos de dúvidas. Ao invés de festejar e abrandar, todavia, o F.C. Porto deparou-se com um empate inesperado, obtido pelos madeirenses na marcação de uma grande penalidade.
Mais um obstáculo, um tropeção ligeiro que não fez o F.C. Porto tombar. Nem mesmo quando Lucílio Baptista exibiu o segundo cartão amarelo a Pepe, logo no início da segunda metade, o Dragão deu mostras de titubear ou tremer. Exibindo uma enorme coragem e uma vontade fulgurante, os atletas azuis e brancos sacudiram dos ombros o peso da inferioridade numérica e aceleraram ainda mais, empurrando o adversário para as cordas.
 
Adriano esteve quase a desfazer a igualdade instantes depois, mas Marcos chegou primeiro à bola, e não foi feliz logo de seguida, quando McCarthy lhe devolveu a assistência do primeiro golo, mas a sua cabeçada não se dirigiu para a fatalidade. Que resposta! O F.C. Porto reagiu com futebol a mais uma armadilha do jogo e mostrou-se ainda mais decidido, criando oportunidades mais do que suficientes para desfazer um empate que já era mentiroso.
 
O tempo, todavia, foi passando e Adriano voltou a rondar de perto o golo. Sem êxito. Estava visto que o derradeiro obstáculo que esperava o Dragão na visita à Madeira seria um prolongamento imerecido. E o cenário confirmou-se. Da mesma forma que viria a confirmar-se a justiça da vitória azul e branca quando McCarthy, logo ao minuto 96, disparou cruzado para a baliza de Marcos.
 
Depois foi esperar e manter a lucidez. Vítor Baía tranquilizou a sua defesa quando finalmente o Marítimo arriscou e o F.C. Porto agarrou-se ao triunfo. A aventura na ilha estava a terminar. Todos os obstáculos tinham sido superados.

FICHA DO JOGO
Taça de Portugal (quartos-de-final)
Estádio dos Barreiros, no Funchal
Árbitro: Lucílio Baptista (Setúbal)
Assistentes: Luís Salgado e Hernâni Fernandes
4º árbitro: António Taia
 
MARÍTIMO: Marcos; Briguel, Fernando, Mitchell, Valnei e Evaldo; Wénio, Caíco e Marcinho; Filipe Oliveira e Kanu
Substituições: Wénio por Rincon (62m), Filipe Oliveira por Mancuso (73m) e Kanu por Paulinho (84m)
Não utilizados: Nélson, Nuno Morais, Gaal e Olberdam
Treinador: João Abel
 
F.C. PORTO: Vítor Baía; Bosingwa, Pepe e Pedro Emanuel «cap.»; Paulo Assunção; Quaresma, Lucho González, Cech e Anderson; McCarthy e Adriano
Substituições: Anderson por Bruno Alves (51m), Quaresma por Ibson (98m) e McCarthy por Hugo Almeida (115m)
Não utilizados: Paulo Ribeiro, Ricardo Costa, Ivanildo e Lisandro Lopez
Treinador: Co Adriaanse
 
Ao intervalo: 1-1
Marcadores: McCarthy (22 e 96m) e Kanu (33m, g.p.)
Disciplina: Cartão amarelo a McCarthy (30m), Pepe (32 e 49m), Briguel (54 e 120m), Rincon (65m), Valnei (72m), Quaresma (79m), Marcos (94m), Bruno Alves (95m), Vítor Baía (100m) e Cech (118m)
 
Fonte: FCPorto
 
Pai de Diego torna a falar:
 
O empresário e pai de Diego, Djair Cunha, abordou hoje aos microfones da TSF a ausência do médio das convocatórias de Co Adriaanse. E agente diz mesmo que está tudo tratado para a saída do FC Porto.

"Não retiro ma vírgula ao que já disse, o futuro do jogador não passa pelo FC Porto. Tudo o que foi falado, está dito e não vai ser retirado", afirmou.

O brasileiro ficou de fora das escolhas para o embate da Taça de Portugal, algo que não surpreende Djair Cunha:"Tanto o Diego como eu estamos totalmente tranquilos. Já sabemos o que espera o jogador e nada me surpreende nem mesmo a ausência do Diego na convocatória do jogo para a Taça de Portugal. O remédio é esperar."

Contudo, o empresário fez questão de indicar que o médio mantém uma postura correcta dentro do grupo de trabalho azul e branco: "O Diego é um jovem, tem o mundo do futebol pela frente. Eduquei-o no sentido de respeitar toda a gente, superiores e colegas, e é o que ele está a fazer. A sua postura é irrepreensível".

Fonte: Record
publicado por Diego_Meu_Anjinho às 13:28

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1 comentário:
De Anónimo a 16 de Março de 2006 às 13:38
O blog não tem um nome muito tétrico? Anjinhos são os mortos.Blarg!pat
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(mailto:carferre@hotmail.com)

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