Quinta-feira, 29 de Setembro de 2005

Diego marca mas não evita derrota

Ao aniversário do FC Porto faltou a lotação esgotada, mas pelo menos houve espectáculo: cinco golos, que desta vez não receberam de Co Adriaanse um elogio semelhante ao que fizera ao jogo de Glasgow. Afinal, foi a primeira derrota internacional no Estádio do Dragão, ainda por cima contra uma equipa obscura, e talvez também o primeiro sinal inequívoco de que o futebol-espectáculo tem muito o que se lhe diga

 

O FC Porto sabe atacar, mas não faz ideia de que como se ganha um jogo. Co Adriaanse e o seu futebol-espectáculo geriram com impressionante ingenuidade os cinquenta minutos que lhes faltavam para assinar o melhor arranque do FC Porto nas últimas três épocas de Liga dos Campeões. Venciam por dois golos, mas portavam-se em campo - portaram-se sempre - com o frenesim e natural falta de cuidado de quem está a perder por cinco, o mesmo comportamento que, depois de uma primeira abordagem desconfiada, já recolhe vénias e unanimidades em Portugal. Ou melhor, recolhia. A partir de ontem, o holandês terá mais dificuldades para defender a prudência das suas ideias, de certeza absoluta: segunda derrota na Liga dos Campeões, um dos piores começos de sempre na prova e apuramento comprometido. A boa notícia para Adriaanse é que estes dois jogos na Champions, o de ontem e o de Glasgow, lançam sólidas suspeitas sobre o tal valor do futebol português que ele pôs em causa de forma tão polémica.

 

Aquele Artmedia que ainda não fizera golos esta época, fora de casa, jogou no Dragão como Adriaanse detesta. Em teoria, uns lamentáveis cinco médios e um deplorável avançado único (Hartig) entregavam os eslovacos à sorte do desperdício que o FC Porto fizesse desta vez. Quanto a Adriaanse, nenhuma alteração no onze de que gostara tanto no último sábado. Portanto, equipa do costume de um lado, adversário ainda mais encolhido do que o costume do outro. Quem imaginaria que o jogo acabaria por dar para o torto depois de Lucho e Diego terem marcado, apesar das circunstâncias especialmente adversas? Alguém avisado talvez pudesse tê-lo feito. Afinal, Adriaanse tem dito muitas vezes que o FC Porto precisa de marcar sempre pelo menos três golos em casa. E isto para garantir o empate, pelo visto.

 

Vantagem? Não queremos

 

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Espectáculo houve. Os adeptos não deram ao treinador a satisfação que ele pedira - compareceram menos de quarenta mil adeptos -, mas a equipa deu algum prazer aos que foram ao estádio, apesar do começo lento. Guiado por Diego, o FC Porto carregou, ultrapassando uma e outra dificuldade até marcar, já depois de se ter aproximado uma infinidade de vezes. Ontem, até se notou trabalho novo, nos remates de meia-distância dos médios, por exemplo. Mas os dois golos marcados até aos quarenta minutos não envergonhariam equipa nenhuma, por muito boa ideia que ela tivesse de si própria, a menos que ela se chame FC Porto. Apesar da inexperiência de muitos jogadores, que aconselhava cuidados; apesar da mudança no Artmedia, que passou de defensivo a atacante em instantes, o onze de Adriaanse prosseguiu alegremente à procura da goleada que lhe fizesse justiça. Quando qualquer outro faria por usar a vantagem sobre o adversário, jogando mais no seu meio-campo, dando rodagem à boa troca de bola entre os seus jogadores, controlando o ataque dos eslovacos, o FC Porto entende dispensá-la. Não precisa dela. Que seja o Artmedia a beneficiar do espaço, porque a inteligência, ao que parece, não tem cabimento no futebol espectáculo.

 

Três golos depois, o primeiro deles antes do intervalo, o FC Porto está de volta à casa de partida, outra vez a precisar dos golos que até já tinha marcado em tempo útil. O campeão da Eslováquia duplicara o número de avançados na segunda parte (dois) e também a quantidade de jogadores ofensivos (quatro), o que tornava os esforços portistas em verdadeiras jogadas de risco, porque a resposta era dada por muita gente. Esboços de golo foram à dúzia, mas os dragões já tinham gasto a sua quota-parte de eficácia: outra verdade indiscutível do futebol capaz de pôr em causa as ideias de Adriaanse é que ninguém pode contar golear sempre, nem sequer a maioria das vezes e muito menos a nível internacional. Dois golos deveriam ter bastado contra um adversário artmedíocre que saiu do Dragão com falsos ares de grande artista. É escusado dizer que Adriaanse fez os habituais esforços, desta vez retirando até um central (Ricardo Costa) na tentativa de recuperar o que teria sido bem mais fácil preservar.

 

Estádio do Dragão | relvado: excelente | espectadores: 38 708 | árbitro: Massimo Busacca [Suíça], | assistentes: Assistentes: Matthias Arnet [Suíça], Francesco Buragina [Suíça]| 4º árbitro: Guido Wildhaber [Suíça]

 

FC Porto 2 - Artmedia 3

 

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GOLOS [1-0] Lucho 31', [2-0] Diego, [2-1] Petras 45+1', [2-2] Kozak 54', [2-3] Borbely 75'

 

99 Vítor Baía GR

12 Bosingwa LD

3 Ricardo Costa DC 76'

13 Bruno Alves DC

21 César Peixoto LE

6 Ibson MD

8 Lucho González MD

20 Diego MO 76'

7 Quaresma AD

9 McCarthy AV

17 Jorginho AE

Co Adriaanse

31 Paulo Ribeiro GR

14 Pepe DC

35 Marek Cech LE

18 Paulo Assunção MD

27 Alan AD 76'

39 Hugo Almeida AV 76'

11 Lisandro AV

Amarelos 78' Quaresma, 90+2' Bosingwa

 

7 Diego

 

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Há muito tempo que não se via um Diego assim, desequilibrador, interventivo e com delícias técnicas capazes de levantar as bancadas. A nota só não é superior porque na segunda parte foi desaparecendo até se eclipsar. Marcou um excelente golo, aos 39', pegando na bola muito longe da baliza e levando-a em velocidade e controlada até um remate colocado e forte que só parou no fundo das redes. O brasileiro viu-se mais vezes, registando-se três remates e um cabeceamento que a eficácia de Cobej e a falta de sorte impediram que o resultado fosse diferente. As assistências foram o outro argumento de peso para uma boa exibição, fazendo com Jorginho uma dupla diabólica em termos ofensivos.

 

Diego: "Não está tudo perdido"

 

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Autor do segundo golo, Diego estava desolado com o desfecho do encontro. "O jogo começou perfeito, jogámos muito bem no primeiro tempo, cometemos uma bobeira que nos atrapalhou. Falhámos, complicámos, temos que rever os erros para não voltarem a acontecer mais", referiu.

 

Considerando que os "erros são de todos" e que não se pode culpar um sector ou outro, Diego alertou para a necessidade de haver "mais atenção e maturidade". E, como quem procura confiança em qualquer canto do interior, acrescentou: "Não está tudo perdido, complicamos o apuramento, mas ainda há uma oportunidade. Não dá para comemorar o golo que marquei; por um lado, estou satisfeito, mas triste por não vencermos. Ainda existe esperança na qualificação, vamos batalhar para a conseguir. A nossa obrigação era vencer, sobretudo pela forma como conseguimos dois golos. Saímos tristes e vamos atrás dos próximos jogos".

 

Sobre o facto de, uma vez mais, ter sido substituído, Diego garantiu que está sempre em perfeitas condições: "Trabalho a semana toda para jogar os 90 minutos. Respeito sempre a decisão do treinador, dedico-me a cem por cento enquanto estou em campo e sempre para ajudar a equipa", referiu.

 

Fonte:OJogo

Imagens:Gettyimages
publicado por Diego_Meu_Anjinho às 09:45

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1 comentário:
De Anónimo a 29 de Setembro de 2005 às 21:25
Joanaaa , coloquei varias fotos do seu blog la no meu, adorei elas, me add no msn Tha_69_@hotmail.com, pra vc me passar quela foto la_beijossssThaís
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