Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2006

Benfica-1 FCPorto-0

Contrariando as expectativas de um jogo vivo e emotivo, o clássico só abanou aos 40' com o petardo de Robert. O Benfica voltou a impor o seu estilo de jogo, com grande solidez defensiva e um meio-campo capaz de anestesiar o adversário. A luta pela conquista do título prossegue a três


FC Porto Brazilian striker Adriano react


O jogo de ontem era, por consenso, de vida ou de morte para o Benfica. Um exame decisivo, com toda a carga emotiva que a fatalidade envolvia, a exigir um índice máximo de concentração, disciplina táctica e maturidade competitiva. Qualidades que o conjunto de Ronald Koeman voltou a conseguiu combinar numa fórmula que aniquilou a audácia do sistema de jogo do seu compatriota (entre os dois técnicos holandeses, o saldo negativo de Co Adriaanse continua a agravar-se de forma quase humilhante). Seria injusto, porém, não falar do equilíbrio de forças que pautou a quase totalidade do desafio de ontem e que só seria desfeito num lance de bola parada. Até esse instante - corria já o minuto 40' - as duas equipas quase não haviam logrado sair do inofensivo plano das boas intenções.


Poucos minutos antes do início do jogo, uma vez esclarecida a dúvida central sobre o dispositivo táctico que Co Adriaanse iria apresentar no tabuleiro da Luz, a ideia de um jogo aberto em que as duas equipas iriam à procura do golo parecia reforçada. O 3-3-4 portista não estava sujeito a compromisso e abria o apetite para um jogo em que, como atrás se disse, a obrigação imperiosa de ganhar pesava ao actual campeão.


O mérito da "teimosia" só foi desmentido no final da primeira parte. É verdade que o FC Porto não efectuou até ao golo de Robert um único remate à baliza, denotava dificuldade em abrir o jogo pelas alas e os dois pontas-de-lança pouco mais eram do que figurantes. Se parecia controlar as operações e, sobretudo, não dava grandes veleidades ao adversário quando este procurava a transição do jogo para o ataque, fazendo valer o "pressing" no meio-campo contrário; por outro lado, raramente imprimia velocidade aos seus movimentos de ataque e quase nunca entrou na grande-área contrária.


O trabalho de Petit e Manuel Fernandes não consentia um perímetro de acção propício à capacidade de organização de Raul Meireles e, em especial, de Lucho. Nas alas, Robert ajudou a tapar a progressão de Bosingwa e Quaresma; enquanto Simão frequentou as zonas interiores para ajudar a ganhar a luta do meio-campo. Um colete de forças que ajuda a explicar a eficácia defensiva dos encarnados.


Redundava isto num jogo desinteressante, com muito despique físico, sem rasgos individuais ou jogadas de perigo para qualquer das balizas. Porque, nesta fase, também o Benfica era incapaz de aproveitar os espaços nas costas dos defensores forasteiros e precipitava-se em passes longos inconsequentes, com Nuno Gomes sem apoio, muito desamparado - Simão e Robert tinham dificuldade em desdobrar-se rapidamente para o ataque, demasiado presos ao trabalho de compensação defensiva..


Quando Alcides conseguiu, pela primeira vez, subir ao meio-campo contrário e efectuar um cruzamento à linha, levou muito perigo à área portista, e foi na circunstância o "bombeiro" Paulo Assunção a extinguir o perigo. O golo viria logo a seguir. O tal lance que tem uma parte de mérito de Robert e outra de demérito de Vítor Baía. 
 


Dez minutos diabólicos


SL Benfica?s Nuno Gomes (L) vies with FC



O jogo poderia ter começado aqui. O FC Porto precisa de fazer mais do que tentar garantir a posse de bola e controlar as iniciativas advers*rias. Precisa de tentar marcar. E o primeiro remate portista chegou... um minuto depois, por McCarthy (afinal, estava em campo...). O Benfica aproveita também um descontrolo emocional causado pelo golo, reanima a sua convicção no sucesso e é Nuno Gomes que desperdiça a mais flagrante oportunidade de todo o jogo. Um momento de desconcentração de Pepe e dos seus colegas da defesa, aproveitado por um endosso perfeito de Simão que o camisola 21 não rentabiliza, sozinho frente a Baía.


O prenúncio de um futebol jogado mais próximo das duas áreas não se confirma inteiramente na segunda-parte. Nos portistas, passa a existir intencionalidade, mas os movimentos ofensivos carecem de imaginação e de velocidade esbarrando no enorme acerto da defesa encarnada - a exibição Luisão teve alguns momentos sublimes, especialmente no período final quando o adversário forçava as bolas bombeadas para a grande área, mas fica na retina a forma como ofereceu o corpo a um remate à queima-roupa de Lisandro. 
 


Tudo por tudo


SL Benfica?s Marco Ferreira (R) vies wit



Era também notório que o Benfica se sentia mais confortável depois de se libertar do peso da responsabilidade de chegar ao golo. O FC Porto chegava a arriscar três para três, deixando o mínimo de homens cá atrás e só alguma falta de inspiração de Nuno Gomes - e do próprio Simão - impediu o segundo golo que fecharia definitivamente o desafio. Não foi assim. O conjunto encarnado teve de sofrer até ao derradeiro instante, mas materializou um êxito que também não precisava (nem se justificava) ser mais dilatado. Co Adriaanse ainda lançou um terceiro ponta-de-lança (Hugo Almeida), sacrificando Quaresma (era noite de pouca inspiração), mas Koeman reforçou o meio-campo defensivo com Beto - chegou ainda a substituir Ricardo Rocha por Nuno Gomes - e aguentou sem dificuldade a vantagem mínima.


Ganhou também em emoção a recta final da Liga, com mais dez jornadas que podem ser de cortar a respiração. 
 


Ficha de jogo


SL Benfica?s Alcides (R) vies with FC Po



Estádio Sport Lisboa e Benfica | relvado: razoável | espectadores: 57 747 | árbitro: João Ferreira [Setúbal] | assistentes: João Santos [Porto] e Pais António [Setúbal] | 4º árbitro: Elmano Santos [Madeira]


Benfica 1 - FC Porto 0
GOLOS [1-0] Robert 40'


FC Porto
99 Vítor Baía GR
12 Bosingwa LD
14 Pepe DC
4 Pedro Emanuel LE
18 Paulo Assunção MD
8 Lucho González MO
16 Raul Meireles MO 72'
7 Quaresma AD 81'
25 Ivanildo AE 72'
28 Adriano AV
9 McCarthy AV
T: Co Adriaanse
31 Paulo Ribeiro GR
3 Ricardo Costa DC
13 Bruno Alves DC
6 Ibson MD
17 Jorginho MO 72'
11 Lisandro AD 72'
39 Hugo Almeida AV 81'
Amarelos 26' Quaresma, 51' McCarthy, 58' Pedro Emanuel, 78' Paulo Assunção


Fonte: OJogo


Imagens: Gettyimage

publicado por Diego_Meu_Anjinho às 12:10

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