Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2006

Tudo sobre o tropeção

Co Adriaanse, treinador do F.C. Porto, divulgou neste sábado a lista de convocados para o embate com o E. Amadora, na 18ª jornada da Liga 2005/06 (20h45). De regresso ao campeonato, depois de ultrapassada a Naval 1º de Maio, na V eliminatória da Taça de Portugal (1-2), voltaram a ser preteridos Paulo Ribeiro, Sonkaya e Raul Meireles, por troca com Vítor Baía, Paulo Assunção e Ricardo Costa, sendo que os dois últimos cumpriram castigo na partida realizada na Figueira da Foz.


Entretanto, César Peixoto, que foi operado na sexta-feira devido a uma rotura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, já teve alta e encontra-se em repouso domiciliário. Bosingwa continua a figurar no lote de eleitos de Adriaanse, face à lesão do esquerdino. Bruno Moraes continua a treinar com ligeiros condicionalismos, enquanto Sokota complementa o treino condicionado com ginásio e tratamento.


Lista de convocados:


Guarda-redes: Vítor Baía e Hélton;
Defesas: Bosingwa, Ricardo Costa, Pepe, Pedro Emanuel, Bruno Alves e Marek Cech;
Médios: Paulo Assunção, Ibson, Lucho González, Diego e Jorginho;
Avançados: Alan, Ricardo Quaresma, Lisandro López, Hugo Almeida e Ivanildo.


O jogo:


FC Porto?s Ivanildo (L) reacts during a


Numa noite em que procurava cimentar a série de bons resultados que vinha fazendo, o FC Porto esteve irreconhecível na primeira parte. O Estrela acordou inspirado e conseguiu dois golos, um deles com culpas de Baía. Depois Adriaanse lançou-se loucamente ao ataque, mas só conseguiu um golo. Nada a apontar à vitória do Estrela, seguro na defesa, compacto no meio-campo e mortífero no ataque


A tradição manteve-se: o FC Porto sente sempre muitas dificuldades na Reboleira e ontem a teoria ganhou uma prova irrefutável. O Estrela foi uma equipa bastante dinâmica e os portistas deram uma imagem pálida do seu valor, especialmente na primeira parte. O resultado foi justo e as consequências estão à vista: o FC Porto perdeu três pontos numa jornada em que o Benfica venceu, o que quer dizer que a vantagem outrora confortável para o segundo classificado passou a ser mínima. Por mínima entenda-se uma vitória. Isto sabendo-se que o Benfica ganhou no Dragão e está prestes a receber os portistas, o que faz com que se abra um novo cenário nos lugares cimeiros da Liga. Mesmo que o FC Porto se mantenha em primeiro lugar.

O resultado teve duas origens: o bom jogo do Estrela e o sub-rendimento do FC Porto. Os primeiros minutos mostraram um jogo equilibrado e as oportunidades, mesmo sem serem flagrantes, dividiram-se, nada fazendo prever o que se passaria de seguida. Num ápice, a equipa de Toni carregou no acelerador, fez do campo uma auto-estrada com via verde e Baía e a defesa portista passaram a ter trabalho suplementar. Razões: o dinamismo de Manu, Semedo e de Rui Borges, um tridente ofensivo complicadíssimo de parar. Mas talvez o segredo tenha estado no meio-campo, extremamente combativo, tendo em Jordão (titular pela primeira vez esta época), Coutinho e Emerson jogadores de carácter elevado, com uma entrega inexcedível. Após o primeiro quarto-de-hora equilibrado, o Estrela passou a dominar e o golo surgiu naturalmente, apesar da forma mais complicada. Uma falta de Quaresma em trabalho defensivo proporcionou ao defesa Maurício um remate violento, que tabelou em Emerson e traiu Baía. O desnorte apoderou-se do FC Porto e não demorou muito para o escândalo ganhar dimensões de tragédia. Ou seja, para o FC Porto não houve nada que estivesse mal que não pudesse ficar pior. Os culpados foram Coutinho e Vítor Baía. Um rematou e o outro deixou a bola passar. Um frango do guarda-redes que aparece como uma nódoa numa época que estava a ser eficiente. Aliás, a Reboleira nunca proporcionou boas recordações a Baía. Já na anterior visita à Amadora o guarda-redes ficara com razões para esquecer o jogo, culpa de Júlio César, na altura. 
 


A saudável loucura holandesa


FC Porto Argentinian Lucho Gonzales (R)



Co Adriaanse deve ter chegado ao balneário com a irritação no ponto máximo e até podia ser pior, não fosse um golo que pareceu mal anulado a Semedo. A equipa portista não conseguiu praticar o jogo habitual e, mesmo descontando a enorme responsabilidade que o Estrela teve no assunto, foi claro que o FC Porto chegou ao intervalo a perder por culpa própria, uma vez que o meio-campo foi mais macio do que o melhor amaciador de roupa existente no mercado. Adriaanse, sem medo de eventuais lesões, operou três substituições. Tirou Pedro Emanuel, Quaresma e o Jorginho e lançou Alan e Ivanildo para as alas e colocou Hugo Almeida ao lado de Lisandro. Por outras palavras, beneficiando também da subida no terreno de Diego, o FC Porto passou a atacar com quatro e cinco unidades, descompensando por outro lado o meio-campo. Lucho e Paulo Assunção deixaram de ter tantas ordens para subir e a defesa passou a contar com três elementos, aproximando-se Cech e Ricardo Costa de Pepe. O Estrela deixou de atacar tanto e o FC Porto lançou-se como um louco ao ataque, mesmo que isso significasse muitas vezes meter bolas na área à espera de um ressalto.

O certo é que a estratégia teve meio resultado. Paulo Assunção meteu a bola em Lucho e o argentino, aos 61', bateu Paulo Lopes a pouco menos de trinta minutos do fim. Curiosamente foram os jogadores que tinham ordens para ajudar a defesa que conseguiram o golo que não serve para limpar o cadastro geral.

A partir daí jogou-se mais com o coração do que com a cabeça e nem o apoio incansável dos adeptos portistas foi suficiente para a equipa chegar ao empate. Lisandro teve nos pés a melhor oportunidade para marcar o segundo golo, o que até se aceitaria pela segunda parte dos portistas. Alan esteve bem a meter as bolas na área e numa delas o avançado argentino rematou por cima quando só tinha de empurrar a bola para a baliza.

O FC Porto, que não perdia há onze jogos e procurava a sexta vitória consecutiva fora de casa, e a quinta seguida na Liga, deixou três pontos para uma equipa que nos últimos jogos deu uma cavalgada na classificação. Foi justo.
 

FC Porto?s Quaresma (C) vies with E Amad


Ficha de jogo



Estádio José Gomes | relvado: mau estado| espectadores: 5 mil | árbitro: Olegário Benquerença, da AF de Leiria | assistentes: Luís Marcelino, Valter Oliveira | 4º árbitro: Carlos Amado


E. Amadora 2 - FC Porto 1
GOLOS [1-0] Maurício 18', [2-0] Coutinho 34', [2-1] Lucho, 61'

FC Porto
99 Vítor Baía GR
3 Ricardo Costa LD
14 Pepe DC
4 Pedro Emanuel DC 45'
35 Marek Cech DE
18 Paulo Assunção MD
8 Lucho González MD
20 Diego MO
17 Jorginho AD 45'
7 Quaresma AE 45'
11 Lisandro AV
T: Co Adriaanse
1 Helton GR
12 Bosingwa LD
13 Bruno Alves DC
6 Ibson MO
25 Ivanildo AE 45'
27 Alan AD 45'
39 Hugo Almeida AV 45'

Amarelos 30' Paulo Assunção, 41' Pepe, 78' Marek Cech 
 


ESTATÍSTICA DO JOGO


FC Porto
13 remates
0 poste
4 à baliza
1 golos
8 fora
3 pequena-área
5 grande-área
5 fora da área
7,6 eficácia remate/golo
22 faltas cometidas
8 cantos
1 foras-de-jogo

Diego 5


FC Porto?s Brazilian midfielder Diego (L



Tentou ser o maestro mas só espaços conseguiu. Ao cair do pano rasgou meia defesa para rematar muito por cima quando tinha vários companheiros à espera do cruzamento.


Fontes: OJogo e MaisFutebol


Imagens:Gettyimages

publicado por Diego_Meu_Anjinho às 14:03

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1 comentário:
De Anónimo a 22 de Janeiro de 2006 às 11:13
parabenx diego po xerx kem ex e obigada por darex ao porto tudo o k tenx d bom......ex um grande jugador.
adorova kunhexer t!!!
bjx da tua xempre amiga: VANESSA nessita
</a>
(mailto:nessita_27@hotmail.com)

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